terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Rolha

Vira e mexe estou buscando soluções para alguma sinuca em que me meti na garagem. E, parceiro, é um alívio quando você se lembra de um objeto que guardou e que vai servir para quebrar aquele galho na hora exata.

Prendedores de roupa de varal são ideais para manter as capas dos pushrods suspensas enquanto você os ajusta. Suporte de prato de parede também serve. Cano de sifão de pia é excelente para expulsar os rolamentos das rodas. Se bem que tenho usado um joelho da Tigre com sucesso, resto de uma obra aqui de casa.

Enfim, não dá para jogar fora aquele parafuso de rosca fina achado no chão, ou o coxim que caiu de algum carro no meio da rua, ou ainda aquela tampa de lixeira quebrada que possui a altura ideal para ficar debaixo da moto em substituição aos jornais.

E hoje, terça-feira pré-Carnaval, o que me ajudou foi uma velha rolha que guardei na caparanga.


Quem viu a postagem anterior sobre o amortecedor do banco da Shovel 66, deve imaginar como estava o canote da moto. Tomado de graxa velha com água podre e sujeira da grossa.

Para tirar aquela gosma lá de dentro, muita gasolina. E a rolha foi providencial para tapar a extremidade inferior do canote que fica debaixo da moto.


Depois de algumas horas de canote cheio de gasolina, retirei a rolha e o caldo desceu para a tampa de lixeira que agora serve de bandeja.

Empreitada concluída sem usar nenhuma ferramenta tradicional. Nem o funil de alumínio, achado no meio do mato, ou o recipiente de gasolina, que originalmente era detergente industrial.

É nóis!

3 comentários:

Tovar disse...

Feliz aquele que tem soberania sobre a garagem !

Luiz GDO disse...

MacGyver

Bayer // Old Dog disse...

Criatividade é tudo...