domingo, 18 de novembro de 2012

Parte II - Abertura do cabeçote da shovel

Continuando o passo-a-passo da abertura do cabeçote da shovel, hoje chegou a hora de abrir o cilindro dianteiro. Optei por ele por ser mais fácil, com maior área de trabalho em função da distância do quadro.


No dia anterior afrouxei os parafusos de 14 mm (ou 9/16") e agora ficou fácil removê-los.  


Antes de liberar os parafusos, achei melhor afrouxar as porcas dos prisioneiros da tampa do cabeçote, usando o próprio quadro como bancada.


Depois de uma pancadas com a marreta de borracha, o cabeçote se desprendeu do bloco do motor.






Aí foi tirar com a mão e colocar o conjunto sobre a bancada para analisar a situação.


O que encontrei era o que estava esperando. Uma camada de 3 mm de craca dura e rígida dentro da câmara de combustão com as válvulas de admissão e escape totalmente incrustradas. 


A cabeça do pistão estava da mesma forma.


Essa vai em color para que se perceba melhor o visual.


Tampei com fita adesiva o canal de passagem de óleo para não cair sujeira e parti para remover o depósito.


Para limpar, usei uma escova de aço acoplada a uma furadeira. Achei uma ideia com potencial menos destrutivo que a ponta de uma chave de fenda.


Meio caminho andado... e uns inevitáveis arranhões.


Fiquei na dúvida sobre a craca das bordas. Em motores de carro usa-se limpar geral mas lí em algum lugar que é bom deixar os depósitos nas bordas para não sobrecarregar a junta nova. Não sei se é lenda mas resolvi tirar fora. Osso... 


O final que considerei satisfatório, antes que pudesse comprometer a integridade da parede.

 

Hora de sacar a tampa do cabeçote. Os parafusos já estavam sem aperto, evitando ter que prender o conjunto. 



 

Passei a plaina de pobre no assentamento da junta. Uma lixa-ferro 220.


Conjunto separado.


Aqui começou o verdadeiro problema. Não notei vazamentos mas a junta foi colada com algum tipo de cola  de outro planeta. Parece lava de vulcão endurecida. Junta-cola-cabeçote eram uma só coisa, tudo fundido. Mas não tive como escapar. Tem que tirar se não quiser ter problemas mais à frente..

Usei uma lâmina de serra (segueta) amolada no esmeril que corta pracaraleo. Amigo, nunca leve um talho disso porque não sara nunca. Não existe sistema imunológico no seu corpo para te curar de um talho desses.


Não consegui retirar só com a lâmina. Apelei para a escova de aço de novo, molhando com gasolina sempre na esperança desta coisa amolecer.


O resultado final. Ainda tem resíduos da junta antiga mas a escova começou a marcar umas bordas e achei melhor parar por aqui.

Arrematei com uma lixa ferro 220 mas assim que pegar na peça novamente vou tentar limpar um pouco mais.

2 comentários:

Cmte.Lobo disse...

E aí, não vai aproveitar a faina e desmontar essas válvulas, medir as hastes, trocar as molas e jatear o troço todo??

Pedrão disse...

Rá... isso é uma oferta de ajuda? É só marcar a hora no hangar... hahaha

Na verdade não achei necessário substituir as molas e válvulas porque elas parecem estar vedando bem. A compressão medida está boa, e sem diferença entre os cilindros (130 e 131 psi).

Para meu registro, gravei em vídeo o teste de compressão. Vou postar por aqui depois.

Por outro lado, já que está aberto, por que não? hehe...