domingo, 24 de julho de 2011

Uma lição aprendida...

Infelizmente, só conheci Amy após sua morte. Isso é normal às turbas de alienados, mas comigo? Sim. Parei no blues desde o início dos anos 80 e pouco reciclei. Antes, minha adolescência interiorana limitada pela tecnologia tosca e pelo fechamento do Brasil ao mundo pelo governo militar, não permitiu que avançasse algo além de Led Zeppelin, Pink Floyd, Lou Reed e Rolling Stones.

Prá mim, nunca existiu nada além do muro, até porque os novos ritmos e bandas proliferavam e não me agradavam. Putz, como eu estava errado. Fui enganado por mim mesmo. O som de Amy Winehouse em visita pelo soul casou voz e ritmo como poucas vezes ouvi. Desde que segui um link do Iutube postado pelo Velho Lobo no dia de sua morte, tenho ouvido e repetido neuroticamente suas músicas, tal como nos anos 70 quando pegava o braço do pickup e voltava a faixa dos vinís que tinha em casa.

Fica aqui a constatação de que envelheço, e a lição de que nem tudo que é novo é ruim.

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