sexta-feira, 17 de julho de 2009

A Incrível História do Plymouth 1957

Quero aproveitar que não rodei de moto esta semana para contar uma história que lí e recortei do Jornal O Globo de 20 de junho de 2007, que revela a fé e a admiração dos homens pela tecnologia, cuja máxima expressão se dá entre os americanos e os carros e motos que fabricam. Trata-se do incrível caso do Plymouth 1957.

O Plymouth Belvedere era um belo sedã Hard Top (sem coluna central) fabricado pela Chrysler que competia com os campeões de vendas Bel Air da GM e Victoria da Ford. Na verdade, o estilo em meados dos anos 50 passou a ser tão inovador que chamavam de foward look, ou visual avançado. No início com motor de 6 cilindros e desenvolvendo uma potência de 97 cavalos, ganhou mercado nos EUA ao utilizar uma espécie de câmbio automático e motor V8 301 de 215 cavalos.

Este carro era fabricado na cidade americana de Tulsa, Oklahoma, e a fábrica era um orgulho para a população. Seu principal produto, o Plymouth Belvedere estava em ascensão e havia ganhado linhas e tecnologia que incrementavam ainda mais a estima. Assim, para provar que aquele seria o carro do futuro, produziram um Plymouth dourado repleto de cromados e tecnologia, e o enterraram numa caixa de concreto que seria aberta somente após passados 50 anos. Eis as fotos e após, veja o que encontraram:

Fizeram, então, em 1957, uma grande festa promocional, onde o cidadão que advinhasse qual seria a população de Tulsa em 2007 ganharia o carro, mais uma poupança de 100 dólares corrigida em 50 anos. Feito isso, em 2007 o carro foi finalmente exumado. Alguns especialistas em motores foram convidados para fazer o carro funcionar, a cidade se reuniu em um grande centro de convenções e a imprensa nacional foi mobilizada.
O que poderia sair de dentro daquele sarcófago? O carro estaria bem? Imagine fazê-lo funcionar após 50 anos? Seria a glória!! Porém, não foi o que se viu. Cidade reunida, ao abrir-se a tampa, os primeiros sinais de que a coisa não ia bem surgiram com a lama de cerca de 1 metro de altura em volta do carro. Ou seja, a água conseguiu penetrar ao longo dos 5o anos e danificou bastante o Plymouth de 1957. Pouca coisa restou e as declarações de decepção foram inevitáveis.


O que mais chama atenção nesta história é a paixão da comunidade pelo carro, pois o mesmo fora enterrado defronte o principal edifício da cidade, o Tribunal de Justiça, e lá permaneceu intacto, incólume, sem que ninguém ousasse mudar o curso da história. Uma placa de bronze chumbada no chão em 1957 era a única menção que se tinha ao automóvel, e foi respeitada até o dia da exumação, em 2007.

O curioso é que a cidade, em 1998, enterrou outro carro, desta vez um Plymouth Prowler, para desenterrá-lo 50 anos depois, em 2048. Mas, com a precaução de usar um sarcófago de metal pressurizado, para que a água fique longe. Terei 85 anos e pepeu estará com 50 anos, e veremos esta incrível história se repetir, com certeza e, de preferência, sobre nossas Harleys.

P.S.: Lembro-me de ter participado de pelo menos 2 exumações meio malucas. A primeira de uma pinga com genipapo enterrada por 14 anos por um amigo no Rio. A segunda, de 2 garrafões cheios de cheirinho da loló que meu irmão Brunão enterrara sob o pé de manga lá de casa. Só que ambos saíram intactos e quem ficou enferrujado foram os usuários.

2 comentários:

HARLYSTAS - RIO GRANDE DO SUL disse...

Parabens pelo BLOG ! Grande abraço aqui do SUL.
REI

Los Pedros disse...

Muito grato pela visita dos colegas Harlystas do Sul!!! Abs, Los Pedros.